AYURVEDA E O FEMININO: O RITMO DOS CICLOS MENSTRUAIS

Em várias línguas as palavras menstruação e lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa “mudança da lua” e “mens” é lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de “a lua”. Em França é chamado de “le moment de la luna”.

A lua e a menstruação

A lua foi sempre considerada o marcador de tempo natural das mudanças periódicas que ocorriam em todos os reinos, era ela também que assinalava todas as etapas e padrões do eterno ciclo da vida e da morte. A sua misteriosa luz prateada apontava o momento certo para o plantio, para a colheita, para o acasalamento e para as mudanças climáticas. Os antigos gregos representavam-na como um cálice vazio que se enchia e esvaziava lentamente, representando as alterações cíclicas das emoções, reações e necessidades humanas.

A cada 28 dias a lua completa o seu ciclo de crescente a minguante. A Lua Nova marca a primeira iluminação e um fiapo fica visível no céu noturno. A Lua cresce então até o primeiro quarto, quando se pode visualizar a metade do seu disco. Continua a crescer e completa-se até atingir a Lua Cheia. Neste ponto, começa a diminuir de tamanho até o terceiro quarto, quando novamente só se vê a metade do disco e continua assim até que fique invisível. A quinta fase, a Lua Nova, dura três noites, e este é o mais poderoso de todos os ciclos da Lua.

A lua, com o seu ciclo de nascimento, crescimento e morte, é um lembrete poderoso, todos os meses, da natureza dos ciclos. Em épocas remotas, os ciclos menstruais das mulheres eram perfeitamente alinhados com os da lua. A mulher ovulava na Lua Cheia e menstruava na Lua Nova. A Lua Cheia era o ápice do ciclo da criação, era quando o óvulo era libertado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reúnem tudo que é necessário para constituir o óvulo. Quando passava a Lua Cheia e o óvulo ficava por fertilizar, tornava-se maduro demais e decompunha-se, derramando-se no fluxo natural de sangue na Lua Nova. Quando a mulher vive em perfeita harmonia com a Terra, ela só sangra nos três dias da Lua Nova. Quando a Lua Nova emerge, o seu fluxo naturalmente deve cessar e o ciclo da criação é reiniciado dentro dela.

VEJA TAMBÉM: RITMOS DO CORPO: 12 INSPIRAÇÕES PARA UM DESPERTAR AYURVÉDICO

Em várias línguas as palavras menstruação e lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa “mudança da lua” e “mens” é lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de “a lua”. Em França é chamado de “le moment de la luna”.

Alguns índios norte-americanos consideravam a lua uma mulher, a primeira mulher e, no seu quarto minguante, ela ficava “doente”, palavra que definiam como menstruação. Os camponeses europeus acreditavam que a lua menstruava e que estava “adoentada” no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o folclore afirma cair do céu era o “sangue da lua”.

Entre muitos povos em todas as partes do mundo as mulheres eram consideradas “tabu” (sagradas) durante o período da menstruação. Este período, para algumas tribos indígenas, era considerado um estado tão peculiar que a mulher deveria recolher-se à uma “tenda menstrual” escura – a Tenda Vermelha, pois a luz da Lua não deveria recair sobre ela. O isolamento mensal da mulher tinha o mesmo significado que os ritos de puberdade dos homens. Durante este curto espaço de tempo de solidão forçada, as mulheres mantinham um contato mais íntimo com as forças instintivas dentro de si.

Por vários motivos as mulheres acabaram impondo a si mesmas uma abstinência, muito embora, tanto nelas como nos animais, o período de maior desejo sexual é imediatamente anterior ou posterior à menstruação. Na Índia, acredita-se ainda hoje que a Deusa-Mãe menstrua. Durante essa época, as estátuas da deusa são afastadas e panos manchados de sangue são considerados como “remédio” para a maior parte das doenças.

Os antigos referem o pó da mãe lua como criadora de toda a substância da vida, sendo considerada a fonte cósmica. Definindo assim o ciclo da lua todos os ritmos, desejos, possibilidades na Terra, influenciando em grande escala também os biorritmos de uma mulher. Esta tem grande influência sobre o seu corpo, mente e espírito. O seu óvulo tem a designação de “artava”, nome o qual originário de “rtu” – estação. “Rtu” está relaciona o ritmo da vida com a dança e do culto do ritual de estações, principalmente a lunar. Com isto, quer dizer-se que a lua está associada à menstruação, corresponde como que a uma época de renascimento onde as mulheres se reuniam e faziam cultos para oferecerem o seu material gerador de vida à Terra.

As fases da lua

A Lua Crescente está associada à fase proliferativa e a minguante à fase lútea, de limpeza. A Lua Cheia fomenta por isso o embelezamento, a abundância, a fertilidade e corresponde ao resultado da transformação e purificação do sangue. As diferentes hormonas associadas a diferentes “estágios” do ciclo menstrual conferem à mulher uma grande oportunidade de aprofundamento e conexão consigo mesma.  Na nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncecionais fez com que a mulher deixasse de incorporar e compreender este ciclo de criação e destruição dentro de si, desligando-se assim do tremendo poder de limpeza e regeneração da menstruação, e ficando vulnerável a um leque variado de desequilíbrios que comprometem a sua feminilidade.

O período entre o final da lua crescente e o início da lua cheia está relacionado com a ovulação – os níveis da progesterona elevam-se, sendo segregada pelo corpus luteum, que prepara o endométrio para a implantação e os seios para a secreção de leite. Nesta fase, o Pitta movimenta os instintos reprodutivos femininos, e o odor corporal muda, os cabelos e os olhos da mulher tornam-se mais brilhantes e sedutores, a líbido aumenta tornando a mulher mais atraente para o sexo oposto. Esta é uma fase criativa, que vai para além do poder da conceção, fomentando a expressão de ideias, a exuberância na comunicação e segurança interior na mulher.

Logo após a lua cheia e até ao início da lua minguante, o Kapha faz-se presente com mais intensidade – nesta fase a mulher sente-se inchada, os líquidos são mais facilmente retidos, tende a ser mais carente e pode surgir a necessidade do sabor doce. Na fase da lua minguante a energia é descendente (“move-se para baixo”) – governada pelo apana ayu – na qual a luz da Lua deixa de ser captada pela Terra. Nesta fase (contrária à anterior) os líquidos já são mais facilmente drenados e resguarda-se assim a energia feminina para um novo ciclo. Vata rege o período menstrual – o qual é responsável por devolver o sangue à mãe Terra. Esta fase do ciclo menstrual na mulher corresponde a um momento de introspeção, a um momento em que esta deve apostar no seu recolhimento e máxima concentração no seu poder.

A Medicina Ayurveda sustenta que durante a menstruação a mulher tende a perder muita energia, pelo que as suas atividades nesta fase devem ser menos intensas, devem ser evitados certas asanas – sobretudo as posturas invertidas -, e atividade sexual deve ser pausada. Após a lua nova, e após o período menstrual, as três bioenergias recuperam o seu equilíbrio e preparam o corpo para um novo ciclo. O Kapha volta tornar-se mais ativo para fomentar reconstruir o endométrio, período que é acompanhado pelo aumento do estrogénio.

Menstruação saudável

Uma menstruação equilibrada tem em média a duração de 3-4 dias, com fluxo moderado, cor moderada, sem a formação de coágulos e sem desconforto. Quando surge qualquer tipo de perturbação, os humores requerem atenção e equilíbrio. Quando a energia descendente (apana vayu) se encontra bloqueada surgem todos os tipos de flutuações de dor, inchaço, secura, ansiedade, insónia, períodos escassos, ciclo irregular, coágulos e infertilidade. A estratégia é em primeiro limpar as obstruções e depois tonificar com um reforço de ervas nutritivas.

A menstruação é para o corpo da mulher a oportunidade que a vida oferece para limpar e regenerar a sua energia, fortalecendo o seu sistema imunitário, e libertando do seu corpo toxinas, e também as memórias energéticas e físicas resultantes da sua atividade sexual. A menstruação torna a mulher ‘climatérica’, suscetível a mudanças de ‘hora a hora’, e de dia a dia, volúvel aos humores da lua. Na Ayurveda, a menstruação e as substâncias nela contida denominam-se “astava”, enfatizando o facto da fisiologia feminina ser particularmente sensível à mudança das estações, e à necessidade de adaptação a que incorremos com elas.

A primeira fase do ciclo menstrual é marcada pelo aumento do Kapha, a fase folicular, onde no organismo a produção de folículos pelos ovários é estimulada, na qual ocorrerá a ovulação – pico máximo de estrogénio. Nesta fase o corpo “oferece” assim ao útero uma grande disponibilidade de nutrientes, preparando-o assim para uma possível gravidez. Posterior à ovulação ocorre assim um predomínio da hormona progesterona – que possui características mais Pitta, corresponde a uma fase secretória que compreende o período entre a ovulação até à menstruação seguinte, predominando assim o Pitta no corpo feminino no período pré-menstrual. Durante a menstruação há um predomínio de Vata, que é responsável pelos transportes do corpo, pelo movimento – sendo este o dosha que rege o fluxo menstrual e assim o transporte de sangue para fora do corpo feminino.

Ciclos menstruais em mulheres Vata, Pitta e Kapha

Vata é conhecido por ser a bioenergia aliada ao movimento e à instabilidade, como tal, o ciclo da mulher do tipo Vata tende a ser irregular. O fluxo tende a ser mais seco, escasso, fluído, fino, espumoso, escuro, muitas das vezes acompanhado por coágulos, e também de cólicas menstruais. A zona do abdómen fica rígida e tensa, podendo no início ou antes do fluxo ocorrer a prisão de ventre, e à dor (espasmódica, aguda, cãibras frequentemente na região lombar e abdómen inferior) e com emoções de nervosismo, alterações de humor, falta de concentração e memória e medo. A ansiedade, a insónia e um sono irregular são também comuns.

A prática de um estilo de vida agitado, inconstante, com excesso de movimento (excesso de exercício) produz o aumento do Vata, mesmo em mulheres com outras constituições, podendo levar ao emagrecimento, à amenorreia e à infertilidade, para além de aumentar a tendência para os padecimentos menstruais.

A tendência natural das mulheres de tipo Pitta é para terem ciclos regulares ligeiramente inferiores a um mês. O fluxo é quente, abundante e prolongado, de coloração vermelha viva e brilhante, podendo também ganhar um tom mais escuro, azulado ou amarelado, e um odor carnoso ou até mesmo fétido. Antecedendo a menstruação podem padecer de uma dor de cabeça que diminui com o início do sangramento, e que vêm aliadas à irritabilidade típica do Pitta. Podem padecer de cólicas de meia intensidade, acompanhadas de sensações de calor, ardor, náuseas, vómitos e raiva.  O intestino tende a funcionar mais e produzir fezes mais soltas um pouco antes e durante a menstruação. Podem ocorrer erupções cutâneas na pele em geral, e acne no rosto, em particular.

As mulheres de tipo Kapha têm habitualmente ciclos menstruais regulares, pesados, e por vezes mais longos, com fluxo de média quantidade, tendencialmente pálido e viscoso. A mulher Kapha é a que mais facilmente fica interiorizada, sensível, com uma certa tendência depressiva durante a menstruação. A propensão maior é para a retenção de líquidos, distensão abdominal e inchaço pré-menstrual acompanhada por um aumento de peso, cólicas, dores de peito, e eventualmente candidíase vaginal. As emoções experimentadas podem incluir tristeza e depressão, compensadas muitas vezes com uma tendência para comer alimentos doces.

É certo que uma mulher pode sentir toda uma mistura destes diferentes sintomas, já que é tendencionalmente constituída pelas três bioenergias, embora em proporções diferentes. A observação dos sintomas prevalecentes pode ajudar a caracterizar a menstruação, e desta forma definir uma ação mais assertiva para a sua saudável manutenção.

Nutrir o ciclo menstrual

Para manter o Vata em equilíbrio durante a fase da menstruação é necessário a relaxar, a descansar, mantendo o calor e a calma. É importante manter o abdómen quente e evitar o frio. O equilíbrio do Kapha durante a fase proliferativa alcança-se comendo sopas nutritivas que fortalecem o sangue e melhoram a ovulação, incluindo beterraba, aloé vera, shatavari (espargos), urtigas e cereais integrais. Para manter o equilíbrio do Pitta durante a última fase do ciclo, deve-se evitar alimentos que poderiam agravar calor e stress no corpo, ou seja, álcool, café, chocolate. Aumentar a prática de yoga, tomar banhos quentes, fazer uma massagem abdominal no sentido horário e adicionar Ashoka Triphala e aloé vera à dieta para manter a região pélvica descongestionada.

A menstruação é uma oportunidade para o corpo da mulher se purificar. Respeitar essa oportunidade, facilitá-la, traz maior conforto. O descanso é fundamental, o que pode significar que é ideal ficar em casa o máximo possível durante a menstruação. O corpo da mulher passa por muitas mudanças e trabalha arduamente para eliminar toxinas. A mulher pode dar um passeio relaxante e agradável de 15-30 minutos.

Como se poderia esperar, as mulheres com um desequilíbrio de Vata obtêm melhores resultados a partir do repouso, a meditação e uma rotina regular. Aquelas com um desequilíbrio de Pitta respondem melhor a uma limpeza interna mensal, e aquelas com um desequilíbrio de Kapha reagem melhor aos suplementos à base de plantas e a uma dieta que reduz impurezas.

  • Recomenda-se uma automassagem diária com óleo de sésamo quente seguida de um banho ou duche quente. Concentre-se numa massagem abdominal no sentido horário 5 minutos por dia.
  • Ingerir sumo de aloé vera em todo o ciclo do 7º dia até ao 21º dia para limpar e nutrir os tecidos.
  • Beber água morna em abundância ajuda a realizar uma leve desintoxicação e a libertar o peso da menstruação.
  • Beber uma infusão feita a partir de sementes de erva-doce, alcaçuz, açafrão e gengibre fresco.
  • Beber água de rosas regularmente, enquanto se prepara o útero para a implantação.
  • Pratique Pranayama: para Vata, Respiração por narina alternada (Anulom Vilom), para Pitta a respiração

Sheetali (Respiração de refrigeração); para Kapha, a respiração Kapalabhati (respiração de fogo).

Yoga para o ciclo feminino

Embora idealmente a mulher menstruada deva reduzir a sua ativa, a prática de algumas posturas pode fomentar o apana vayu, o movimento descendente do fluxo, e desta forma amenizar os sintomas da menstruação. Certas posturas de yoga demonstraram ser relaxantes, promover o fluxo e reduzir os sintomas se feitas corretamente. Exemplos de poses de ioga benéficas incluem:

  • Pose de criança (Balasana)
  • Ângulo lateral estendido (Parsvakonasana)
  • Cabeça ao joelho (Janusirasana)
  • Pose de borboleta / sapateiro (Badha konasana)

Desequilíbrios menstruais

Amenorreia | Ausência de ciclo menstrual

Um ciclo menstrual normal varia de 26 a 35 dias. Se um período se atrasar, sem resultar em gravidez, ou a hipótese de menopausa ser ainda improvável, é possível que haja um desequilíbrio hormonal e/ou anormalidades da tiroide. Os ciclos também podem atrasar-se devido a stress mental, doença física, estilo de vida inadequado, anemia ou viagens.

Na Ayurveda, anaartavam (período retardado) é causado devido a um desequilíbrio de Kapha e Vata dosha, e nos tecidos do corpo, o dhatus. Além disso, o apana vayu que expele o artavam (fluido menstrual) pode estar bloqueado. O Artavam é considerado Pitta na sua natureza, e assim os alimentos que aumentam o Pitta no corpo são conhecidos por produzir os resultados desejados.

Alguns alimentos que ajudam são as sementes de sésamo preto (demolhar durante a noite e tomar de manhã), papaia, sumo de abacaxi fresco, sementes de linhaça, amêndoas, gengibre, canela, maçãs, nozes e vegetais folhosos. Estes são alguns alimentos benéficos que podem ajudar a induzir o seu período.

Algumas das ervas ayurvédicas benéficas para equilibrar a amenorreia são o aloé vera, ashwagandha e triphala. É importante consultar um Terapeuta ou Médico de Ayurveda qualificado antes de consumir estas ervas. Na rotina diária são benéficas as asanas de fogo, asana borboleta e respiração kapalabati, o sopro de fogo massagem com óleo, banho de vapor.

Dismenorreia | dores menstruais

Muitas mulheres experimentam fortes dores e cãibras durante a menstruação, especialmente nos primeiros dias. Isto acontece sobretudo quando existe um fluxo intenso, sinal de que o corpo está a utilizar a menstruação para eliminar o excesso de calor da corrente sanguínea, e do excesso de Pitta. Na Medicina Ayurvédica, é habitual usar-se um tratamento Panchakarma denominado de Rakta mokshana para realizar a libertação profunda do excesso de calor. Esse excesso de calor acumulado no sangue provém habitualmente do tipo de alimentos que estão a ser ingeridos.

Algumas sugestões:

  • Tomar um duche frio, sem ser gelado, para permitir ao corpo libertar o calor.
  • Evitar alimentos fritos, alimentos altamente condimentados ou alimentos processados ​​quando o fluxo está realmente pesado.
  • Um chá refrescante que inclui gotu kola, rosa e uma pitada de cardamomo é muito benéfico para mulheres que têm um fluxo pesado do Pitta.
  • Reduzir o açúcar. Ao reduzir o açúcar da dieta, reduz-se o fluxo durante a menstruação.
  • Aromaterapia, especificamente camomila romana, sálvia e manjerona podem ajudar a pacificar o Pitta.
  • O óleo de coco, pode ser usado para massajar o abdómen.
  • Limite o consumo de álcool, pois cria um desafio para o fígado, que fica superaquecido, e leva a um fluxo menstrual intenso.
  • Aumentar a ingestão de potássio – bananas e coco são fontes ricas.
  • Comer alimentos que são ricos em ferro é muito importante após a menstruação para certificar o reabastecimento do ferro gasto durante a menstruação.

O relaxamento é também fundamental, quando as dores menstruais são mais do tipo Vata. Nesse caso, para ajudar os músculos a dissolverem a tensão, é necessário aquecimento da zona abdominal como uma formas mais simples de produzir esse relaxamento, ao mesmo tempo que se fomenta o movimento descendente da menstruação, e se evita as cólicas. Uma infusão de feita de cravinho, canela e valeriana é ideal para esta trazer calor e amenizar a dor.

Também se pode aplicar óleo de rícino, ou óleo de mostarda com umas gotas (4-8) de óleo essencial de lavanda na zona inferior do abdómen, e massajar no sentido horário, insistindo um pouco na zona abdominal onde possa sentir cãibras. O mesmo óleo pode também ser aplicado na zona lombar com uma ligeira massagem. De seguida pode-se aplicar um saco de água quente tanto no abdómen como na zona lombar. A lavanda é especificamente benéfica para o sistema nervoso e para o sistema reprodutivo feminino.

O mais importante é construir um rasa dhatu de qualidade (rasa dhatu é o tecido nutridor do endométrio), que quando é húmido e rico, e chega o momento para o endométrio se separar do útero, ele move-se facilmente para fora do corpo, sem produzir dor.

TPM | Tensão Pré-Menstrual

A TPM é um sinal de irregularidade hormonal e muitas vezes é um problema relacionado com o stress. Quando existem desequilíbrios no corpo, a tendência será para o período pré-menstrual exacerbar esses desequilíbrios, produzindo sintomas que variam de acordo com a constituição da Mulher, podendo ser sintomas de tipo Vata, Pitta ou Kapha, mas também com a estação do ano, a rotina, o estilo de vida, a alimentação, o trabalho, o stress, e tendências corporais específicas que pode apresentar.

Uma das formas mais simples de reduzir o impacto da TPM é fazer meditação, com o propósito de acalmar a mente. O Yoga nidra (yoga do sono), é uma das outras formas de libertação de tensão. O exercício do yoga nidra leva a pessoa a um espaço profundo e repousante, e o cérebro imita o padrão de ondas cerebrais que temos durante o sono. A prática do yoga nidra é tão repousante que pode equivaler a 4h de sono.

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A conexão com a natureza é outro grande redutor de stress. Nós vivemos em casas com luz elétrica, wifi e cimento ao nosso redor, por isso, o nosso corpo físico desconecta-se muitas vezes do mundo natural, fator que na verdade incrementa o stress. Os nossos diferentes corpos (físico, emocional, mental e espiritual) operam a diferentes níveis e reabastecem-se de diferentes formas. A mente tende a ficar distraída com o trabalho e as preocupações diárias, desligando-se dos sinais que os outros corpos emitem da sua necessidade de cuidado e nutrição.

É importante realçar que todas as sugestões apresentadas se destinam sobretudo ao conhecimento do ciclo feminino e de possíveis desequilíbrios na mulher, sendo contudo necessário que qualquer tratamento seja seguido e orientado por um terapeuta ou médico credenciado.

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